Versículos de Marcos 11 da Bíblia. Almeida Antiga (1848)
1E COMO já chegarão perto de Jerusalem, em Bethphage e Bethania, ao monte das Oliveiras, mandou dous de seus discipulos.
2E disse-lhes: ide á aldea, que está de fronte de vós; e logo, em ella entrando, achareis hum poldro liado, sobre o qual nenhum homem se tem assentado; soltai-o, e trazei-o.
3E se alguem vos disser: porque fazeis isso? dizei, que o Senhor o ha mister, e logo o mandará para ca.
4E forão, e achárão o poldro liado á porta fora entre dous caminhos, e o soltarão.
5E alguns dos que ali estavão lhes disserão; que fazeis, soltando o poldro?
6Porém elles lhes disserão como Jesus lhes tinha mandado, e os deixarão ir.
7E trouxerão o poldro a Jesus, e lançarão sobre elle seus vestidos, e assentou-se sobre elle.
8E muitos estendião seus vestidos pelo caminho, e outros cortavão ramos das arvores, e os espalhavão pelo caminho.
9E os que ião diante, e os que seguião clamavão, dizendo: Hosanna, bemdito o que vem em o nome do Senhor.
10Bemdito o Reino de nosso Pai David, que vem em o nome do Senhor; Hosanna em as alturas.
11E entrou Jesus em Jerusalem, e no Templo; e havendo visto tudo ao redor, e sendo já tarde, sahio para Bethania com os doze.
12E o dia seguinte, sahindo elles de Bethania, teve fome.
13E vendo de longe huma figueira, que tinha folhas, veio a ver se nella acharia alguma cousa: e chegando a ella, não achou senão folhas; porque não era tempo de figos.
14E respondendo Jesus, disse-lhe: nunca mais coma ninguem fruto de ti para sempre. E isto ouvirão seus discipulos.
15E vierão a Jerusalem: e entrando Jesus no Templo, começou a lançar fora aos que no Templo vendião e compravão: e transtornou as mezas dos cambiadores, e as cadeiras dos que vendião pombas.
16E não consentia que alguem levasse vaso algum pelo Templo.
17E ensinava, dizendo-lhes: não está escrito; minha casa, casa de oração será chamada de todas as gentes? mas vósoutros a tendes feito cova de salteadores.
18E ouvirão isto os Escribas, e os Principes dos Sacerdotes, e buscavão como o matarião; porque o temião, porquanto toda a multidão estava espantada acerca de sua doutrina.
19E como já foi tarde, sahio fora da cidade.
20E passando pela manhã, virão que a figueira estava secca desde as raizes.
21E lembrando-se Pedro, disse-lhe: Rabbi, vês aqui a figueira que amaldiçoaste, se seccou.
22E respondendo Jesus, disse-lhes: tende fé em Deos.
23Porque em verdade vos digo, que qualquer que disser a este monte: alça-te, e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, tudo o que disser se lhe fará.
24Portanto vos digo, que tudo o que pedirdes orando, crede que o recebereis, e vir-vos-ha.
25E quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma cousa contra alguem, para que vosso Pai, que está nos ceos, vos perdoe vossas offensas.
26Mas se vósoutros não perdoardes, tambem vosso Pai, que está nos ceos, vos não perdoará vossas offensas.
27E tornárão a Jerusalem: e andando elle pelo Templo, vierão a elle os Principes dos Sacerdotes, e os Escribas, e os Anciãos.
28E disserão-lhe: com que autoridade fazes estas cousas? e quem te deo esta autoridade, para fazeres estas cousas?
29Mas respondendo Jesus, disse-lhes: tambem eu vos perguntarei huma palavra, e respondei-me; e então vos direi com que autoridade faço estas cousas.
30O Baptismo de João era do ceo, ou dos homens? Respondei-me.
31E elles arrazoavão entre si, dizendo: se dissermos do ceo, dir-nos-ha: porque pois o não crestes?
32Porém se dissermos dos homens, tememos ao povo: porque todos tinhão de João que verdadeiramente era Propheta.
33E respondendo, disserão a Jesus: não sabemos. E respondendo Jesus, disse-lhes: tambem eu vos não direi com que autoridade faço estas cousas.